Contágio emocional? O que é isso?



Quando pensamos em contágio, imediatamente pensamos em doenças como um resfriado ou sarampo - para ser bem atual. 😉 Mas podemos nos “contaminar” com outras coisas também... Garanto que você já se contagiou com o bocejo de um colega de trabalho ou com a alegria eufórica de um amigo.

O ser humano tem uma tendência inata de “imitar” ou sincronizar automaticamente, de forma consciente ou inconsciente as expressões emocionais, vocalizações, posturas e movimentos de outras pessoas. Essa capacidade, fundamental para a construção das relações humanas, sobrevivência e formação de sentimento de grupo, é considerada o primeiro passo para o surgimento da empatia - prometo falar sobre isso logo logo. 😊

Acontece que quando simplesmente mimetizamos as reações de outras pessoas, nosso cérebro interpreta como se as emoções e sensações fossem nossas também e não só do outro. Apesar desse processo muitas vezes ocorrer de forma sutil e sem que o notemos, suas consequências podem ser imensas - para ao bem e para o mal 😕.

É fantástico quando nos “infectamos” pelo entusiasmo ou felicidade de outras pessoas. Aliás, estudos indicam que esse contágio pode ocorrer inclusive de forma virtual, através das redes sociais, por exemplo.

Por outro lado, pesquisas indicam que depressão em um cônjuge frequentemente leva à depressão do parceiro e o mesmo vale para colegas de quarto e filhos de pais deprimidos. Ansiedade e medo também podem gerar efeitos negativos em pessoas próximas, mesmo que essa proximidade seja apenas virtual.

Claro que algumas pessoas são mais suscetíveis ou que outras a serem "contaminadas", mas, se os adultos podem ser contaminados emocionalmente, já imaginou a vulnerabilidade das crianças e adolescentes? Eles estão se formando e, na medida em que crescem, buscam suporte e apoio em seus pares e, como sabemos, muitas vezes os colegas e amigos influenciam mais do que pais e professores!😨 Isso tudo isso faz parte do desenvolvimento normal mas, com toda certeza, é algo que devemos ficar de olho.

O monitoramento de pais, cuidadores e professores é fundamental para identificar quando algo sai dos trilhos e potenciais riscos. Além disso, ensinar estratégias de automonitoramento e autorregulação é algo fundamental para que crianças e adolescentes saibam reconhecer problemas, atender às suas necessidades e pedir ajuda sem ceder cegamente às demandas do ambiente ou do grupo, otimizando, assim, as metas de longo prazo e abrindo mão de motivações de curto prazo. É sempre bom lembrar que indivíduos com alto nível de autorregulação são menos suscetíveis ao contágio dos pares quando convidados por eles a fazer uso de drogas ou cometer atos anti-sociais.😉

Ter a consciência desse fenômeno nos ajuda a regular nossos instintos, usando-os a nosso favor e evitando que o contágio emocional gere consequências negativas ao nosso bem-estar.

Agora que você sabe sobre o impacto que os estados emocionais de outras pessoas têm em você, se cuide, fique atento, se proteja e ajude as crianças e adolescentes com quem você convive a fazerem o mesmo. Seja responsável pois você pode contaminar com suas emoções muita gente por aí.

Esse vídeo abaixo é curtinho e super bacana. 😃Se a legenda não aparecer automaticamente para você, é só clicar na engrenagem, depois em traduzir automaticamente e selecionar o português. 





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